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BEM-VINDOS À PÁGINA DO BABALORIXÁ OLOGUNSI .
EU ESPERO QUE ESTE NÃO SEJA APENAS MAIS UM SITE SOBRE OS ORIXÁS.
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Carlos Ologunsi
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| O AXÉ | ÓXUN | ||
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| OYA | QUEM SOU EU | ||
Praticamente todas as páginas sobre Orixás existentes na Internet falam bastante sobre os Orixás, suas características, histórias, fundamentos etc.
Em vista disso, eu decidi falar sobre algo que não é muito encontrado na maioria das páginas: o trabalho mágico, a manipulação de axé.
Pode ser que muitos até me condenem por "ensinar" alguns "trabalhos", mas na verdade eu não estou fazendo nada mais do que fazem muitos autores, muitos deles até consagrados no nosso meio religioso.
Mas deixemos de muita conversa e vamos ao que realmente interessa: a manipulação de axé.
Está claro que a finalidade principal de um "Terreiro" é o Culto aos Orixás, porém, uma atividade paralela e de igual importância se desenvolve, sendo, até mesmo, uma conseqüência do Culto aos Orixás: a manipulação de axé. Esse "axé" é o conteúdo mais precioso do Terreiro. Ele é a força que assegura a existência, que possibilita o acontecer e o porvir. Tudo está (ou deve estar) impregnado de axé.
Podemos classificar o axé como uma forma de energia e, como toda energia, ele é acumulável e transmissível. É acumulável em determinados materiais, os quais transmitirão a algo ou alguém essa energia acumulada. Todos os objetos "sagrados", seres e lugares têm a sua carga de axé, a qual é aumentada pela manipulação dos "acumuladores", pelos objetos impregnados de axé.
Em um Terreiro, todos os seus objetos e participantes devem receber axé e acumulá-lo, mantê-lo e aumentá-lo.
O axé como forma de energia que é, pode diminuir ou aumentar. Ele diminui pelo uso constante das energias vitais do ser ou pela transmissão do objeto acumulador ao indivíduo. Aumenta em função da manipulação de objetos ou seres portadores em favor de outro. Comparemos a manipulação de axé à manipulação de uma bateria de automóvel: quando é adquirida, ela está "cheia" de energia e, com o uso constante, deve ir à recarga para acumular energia para repor a que foi gasta.
A quantidade de axé varia de acordo com o elemento que o veicula. Cada elemento é portador de uma "carga", de uma quantidade de energia, de um poder que permite determinadas manipulações. O axé é contido em elementos dos três reinos: Animal, Vegetal e Mineral. Está contido nas substâncias essenciais da cada um dos seres, animados ou não, que compõem o mundo.
Esses "portadores" de axé podem ser agrupados em três categorias:
- "sangue" branco
- "sangue" vermelho
- "sangue" preto
NOTA: o termo "sangue" é proveniente do fato de considerarmos o sangue como o principal portador de axé, dada a sua importância para a vida, humana ou animal. Todas as substâncias essenciais são consideradas "sangue".
Cada um desses "sangues" tem representações em cada reino da Natureza. A partir de agora, vamos nos referir ao "sangue" como AXÉ.
Antes de entrarmos na descrição desses "axé", vejamos como é o sistema de cores dentro do culto dos Orixás:
Originalmente os Yorubá, que nos legaram a Religião dos Orixás, possuíam um sistema de cores baseado em somente três cores básicas: BRANCO, VERMELHO e PRETO.
· o BRANCO, por ser uma cor única, é somente branco;
· o VERMELHO, deriva-se em todos os matizes do vermelho, o coral, o laranja, o amarelo (em todos os seus matizes) e o marrom. Então, todo material cuja cor lembre o vermelho, será considerado do Axé vermelho.
· o PRETO, além da cor negra em si, compõe-se de todos os matizes de cinza, de azul e de verde.
Além das suas cores características, o AXÉ subdivide-se, ainda, em outros três grupos:
· ANIMAL
· VEGETAL
· MINERAL
Vejamos agora o AXÉ, com todos os seus componentes.
1. AXÉ BRANCO
1.1. Axé branco animal
O axé branco animal compreende:
· O hálito
· Os ossos (inteiros ou reduzidos a pó), dentes, marfim
· O plasma branco de certos moluscos (igbin)
· O leite e outras secreções brancas animais (sêmen, saliva etc.)
· Pérolas e outras concreções que se formam no organismo de certos animais
· Corais brancos
1.2. Axé branco vegetal
O axé branco vegetal compreende:
· Pós brancos de origem vegetal (serragens, moagem de sementes, amido de arroz, amido de milho etc.
· Sumo branco de folhas, frutos e sementes
· Seivas e resinas brancas (borracha, látex etc.)
· "Leite" de certas plantas
· grãos brancos de todas as espécies (arroz, feijão, milho etc.)
· tubérculos e frutos brancos (nabo)
· álcool e outras bebidas brancas
· a "manteiga" vegetal
1.3. Axé branco mineral
· Todos os metais brancos (prata, platina, chumbo, alumínio etc.)
· Todos os minerais brancos, em pedra ou em pó (calcário, talco, gesso, mármore, argilas brancas etc.)
· Sais minerais
2. AXÉ VERMELHO
2.1. Axé vermelho animal
· Sangue
· Corrimento menstrual
2.2. Axé vermelho vegetal
· Azeite-de-dendê (epo pupa, em Yorubá)
· Ousa (pó vermelho vegetal)
· Mel (considerado o "sangue" das flores)
· Seivas e resinas vermelhas (Sangue-de-drago,
2.2. Axé vermelho mineral
· Metais vermelhos e amarelos (cobre, ouro, bronze, latão etc.)
· Todos os minerais vermelhos, em pedra ou em pó (argila etc.)
3. AXÉ PRETO
3.1. Axé preto animal
· Cinzas de animais
3.2. Axé preto vegetal
· Sumo de certas plantas
· Pós de cascas e madeiras pretas
· Sementes pretas
· Seivas e resinas pretas
· Carvão vegetal
3.3. Axé preto mineral
· Metais pretos (ferro, estanho etc.)
· Carvão mineral
· Pós minerais pretos
Todos os atos religiosos de um Terreiro visam a transmissão ou revitalização de axé, de objeto para objeto, de objeto para ser, de ser para ser. A combinação correta de elementos portadores de axé deverá prover a necessidade do mesmo por parte de cada indivíduo ou objeto.
Podemos utilizar determinados materiais como "acumuladores" de axé. Esses "acumuladores" nos suprirão quando necessitarmos. Esses materiais incluem os "assentamentos" ou "ojubó", as "guias" ou "contas" dos Orixás e Entidades Espirituais, os objetos sagrados do Terreiro (Adja, Obé, Obé Fari etc.). Os "patuás", talismãs e amuletos também são acumuladores de axé.
Os "assentamentos" ou "ojubó" compõem-se de materiais que acumulam o axé de determinado Orixá ou Entidade Espiritual. É através da oferenda e da manipulação de materiais portadores de axé que recarregamos o "assentamento", de tempos em tempos, cobrindo assim o desgaste contínuo. Essa é uma das razões porque fazemos o "osé", a limpeza semanal dos ojubó. É interessante notar que a qualidade (tipo) de axé varia de material para material.
As "guias" ou "contas", além de representarem a subordinação dos omorixás aos seus Orixás, servem também como portadoras de axé, necessitando ser recarregadas com maior freqüência do que os "assentamentos". Isso se deve ao fato de muitos omorixás utilizarem suas guias constantemente, quando na verdade deveriam permanecer junto ao seu ojubó, dali saindo somente para serem utilizadas nas cerimônias do Terreiro.
Os patuás, talismãs e amuletos são diminutos "assentamentos" que se destinam ao uso individual do omorixá. São objetos de complicada confecção e em nada parecidos com alguns que são vendidos nas casas de artigos de Umbanda e Candomblé.
Os objetos sagrados do Terreiro são, como dito acima, o adja (a sineta ritualística), o obé (a faca sacrificial), o obé fari (a navalha ritualística). Além desses, temos as chamadas "ferramentas" dos Orixás, tais como: Xaxará, Ibíri, Abebé, Iruquere, Ofá e outros. As ferramentas dos Orixás fazem parte dos seus ojubó.
Receber axé significa adquirir os elementos simbólicos que representam os princípios vitais e essenciais de tudo que existe, ou seja, a energia contida neles. Em suma, a manipulação de axé possibilita o reequilíbrio das energias positiva e negativa. Como todos sabemos, todas as coisas são compostas de energia positiva e negativa. O acúmulo de energia negativa provocará no indivíduo vários sintomas e doenças, os quais serão sanados com a aquisição de axé ou, podemos chamá-lo assim, energia positiva.
É preciso esclarecer que não basta somente agrupar vários materiais contenedores de axé. É preciso que esse grupo de materiais seja harmônico e combinante, pois a qualidade do axé varia conforme o Orixá. Dessa forma, se vamos, por exemplo, manipular o axé de Ogun, não podemos incluir entre os materiais algo que veicule o axé de outro Orixá. Caso isso aconteça, vários efeitos podem ocorrer, desde a ineficiência da manipulação do axé (anulação) até o choque de energias (axé), com efeitos negativos para quem estiver manipulando.
Então, devemos partir da máxima: cada coisa com seu semelhante. Porém, como toda regra tem exceção, em caso de necessidade extrema, podemos nos utilizar do axé característico de Obatalá (Oxalá) para socorrermos alguém. Também o podemos utilizar quando não sabemos quem é o Eledá (Orixá pessoal) da pessoa para quem vamos manipular axé.
| PRÓXIMO |

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Embora eu tenha me referido ao AXÉ segundo um ponto de vista mais africanista, mais "do Candomblé", a partir de agora descreverei vários trabalhos mágicos destinados tanto aos Orixás quanto às Entidades da Umbanda.
ESCLARECIMENTOS
1. NATUREZA DOS TRABALHOS
Como em todo sistema mágico, os "trabalhos", ou seja, a manipulação de energia (axé), podem ter conotação positiva ou negativa. Dependendo da sua finalidade, os trabalhos podem ser "de defesa" ou "de ataque".
Os trabalhos adiante recomendados são trabalhos de defesa, pelos quais você poderá apelar para entidades ou divindades (Orixás) para solucionar problemas que estão lhe afligindo. Em momento algum ensinarei qualquer trabalho que possa ser usado para prejudicar alguém.
Ao contrário dos trabalhos de ataque, estes trabalhos são preventivos, não se buscando provocar nenhum mal a outras pessoas. Por isso, aconselho que se atenha apenas à finalidade preconizada neste livro. Caso você se utilize destes trabalhos para provocar algum mal a alguém, este ato será de sua inteira responsabilidade.
2. CUIDADOS PRELIMINARES
Sempre que se realiza um trabalho mágico, seja ele de qualquer natureza, devemos tomar alguns cuidados antes de o realizarmos.
a) Guardião espiritual
Antes de sairmos para realizar qualquer trabalho mágico, devemos solicitar a proteção do nosso guardião espiritual, para que ele nos proteja durante a realização do trabalho.
b) Permissão do Guardião do local onde vamos realizar o trabalho mágico
Todo e qualquer local tem o seu guardião, o seu "dono". Por isso, mesmo que realizemos um trabalho dedicado a um Orixá, devemos pedir permissão ao "dono" do local para utilizarmos seus domínios. Isso é imprescindível para obtermos sucesso no trabalho. A falta do pedido de permissão implica sempre no insucesso.
c) Posicionamento das velas nos trabalhos em encruzilhadas
As velas destinadas ao trabalho mágico em encruzilhadas devem ser posicionadas em locais corretos:
- canto inferior esquerdo: vela do guardião do local;
- canto inferior direito: vela do Exú a quem vamos apelar;
- caso apelemos para mais de um Exú, utilizar os cantos superiores, direito e esquerdo.
3. PADRÕES DE PROCEDIMENTO
Para facilitar a explicação do modo de fazer os trabalhos, procurei adotar alguns padrões de procedimento, que poderão ser seguidos por quem se propuser a executar os trabalhos recomendados aqui.
PADRÃO 1 - Antes de sair de casa
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faca uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
PADRÃO 2 - No local do trabalho
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local.
PADRÃO 3 - Trabalhos nas encruzilhadas
- ao chegar à encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas, e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas, saudando o dono da encruzilhada (o Exú que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exú ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda a Exu ... (dizer o nome do Exu para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve o a quem vai fazer a oferenda: "Salve ... (diga o nome).
Obs: muitas correntes de Umbanda consideram o centro das encruzilhadas como domínio de Ogun. Porém, eu considero esse o local mais indicado para uma oferenda a Exu, pois Exu e Ogun trabalham juntos.
- acenda a vela e firme-a no chão, saudando novamente o Exu.
PADRÃO 4 - Trabalhos em outros locais
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local.
- alguns passos distante do local escolhido, acenda uma das velas, saudando o dono do local (a entidade que o controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- diga mais ou menos assim: "Salve o dono deste local! Eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda ao ... (dizer o nome do Orixá ou Entidade para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Olórun !"
- em seguida dirija-se ao local, toque o chão e salve ..... a quem vai fazer a oferenda: "Salve .... ... (diga o nome);
PADRÃO 5 - Terminado o trabalho
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, no portão ou na porta da rua, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece ao Orixá ou Entidade, para reforçar o trabalho.
| PROXIMO |
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Trabalhos
para |
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Comidas, oferendas e trabalhos
para os Exús da Encruzilhada
1. Oferendas aos Exus (homens)
3) De agradecimento, pedido, neutralização
1) De pedido ou agradecimento (Pbg-001)
a) Oferendas aos Exus
(homens) ![]()
- local: Encruzilhada em cruz (+) ou em xis (x)
- dia: o dia ideal é a 2a feira. Contudo, pode ser feita em qualquer dia, conforme a necessidade do ofertante
- hora: o horário ideal é à noite, pois nesse período diminui o movimento, o ambiente fica mais calmo, proporcionando assim maior tranquilidade para o ofertante. Podem ser feitas nas horas cheias, de preferência as 18, 21 ou 24 horas.
- Como Exú exprime masculinidade, força, realização, os pedidos feitos a ele referem-se a abertura de caminhos, afastamento de obsessores, neutralização de demandas e forças negativas etc. Por isso, as oferendas constarão de elementos masculinos: cachaça ou outra bebida forte (que se saiba ser do agrado do Exú em particular), charutos, ponteiros (punhais) etc.
1)
Oferenda para abrir caminhos ![]()
Esta oferenda pode ser feita a qualquer Exu da Encruzilhada. Logicamente o ofertante deverá saber a quem está fazendo a oferenda: a um Exú a quem já tenha recorrido, ou algum a quem queira pedir alguma coisa.
- finalidade: abertura de caminhos em relação a trabalho, questões de justiça, alguma coisa que se queira realizar.
- Material necessário: 01 garrafa de cachaça, 01 charuto, 03 velas brancas grandes, 01 caixa de fósforos
- Modo de fazer:
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas, e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas, saudando o dono da encruzilhada (o Exú que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda a Exu ... (dizer o nome do Exu para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve o Exu a quem vai fazer a oferenda: "Salve Exu ... (diga o nome).
- acenda a vela e firme-a no chão, saudando novamente o Exu.
- acenda o charuto e solte três baforadas para o alto, novamente saudando o Exu, colocando o charuto sobre a caixa de fósforos, com a brasa voltada para a frente, ao lado da vela;
- por ultimo, abra a garrafa de cachaça. Faca um semi círculo em torno da vela e do charuto e diga: "Exu ... (nome), assim como está aberto este círculo, sejam abertos os meus caminhos para ... (dizer o que deseja realizar).
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece ao Exú a quem fez o pedido, para reforçar o trabalho. Enquanto aguarda a atuação de Exu, não deixe de mentalizar a realização do seu desejo. Mentalize-se realizando o que deseja, como se estivesse vendo um filme.
Esta oferenda pode ser feita a um Exu a quem você queira agradecer por sua ajuda em qualquer situação.
- Material necessário: 01 garrafa de cachaça, 01 charuto, 02 velas brancas grandes, 01 vela vermelha, 01 vela preta, 01 caixa de fósforos, um copo de vidro virgem.
- Modo de fazer:
- antes de sair para fazer esta oferenda, acenda uma vela branca para o seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção.
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas, saudando o dono da encruzilhada (o Exu que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda a Exu ... (dizer o nome do Exu para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve o Exu a quem vai fazer a oferenda: "Salve Exu ... (diga o nome).
- acenda a outra vela branca e firme-a no chão, saudando novamente o Exu.
- acenda a vela vermelha e firme-a no chão, um pouco abaixo e à esquerda da vela branca, saudando o Exu mais uma vez.
- acenda a vela preta e firme-a no chão, agora a direita, de modo a formar um triângulo com as outras velas. Salve novamente ao Exu.
- acenda o charuto e solte três baforadas para o alto, novamente saudando o Exu, colocando a caixa de fósforos no centro do triângulo e o charuto sobre a caixa de fósforos, com a brasa voltada para a frente.
- por ultimo, abra a garrafa de cachaça. Coloque um pouco de cachaça no copo (acima de meio copo). Coloque a garrafa no centro do triângulo de velas, ao lado direito do copo.
- Após arrumada a oferenda, agradeça ao Exu pela sua ajuda. Pode dizer mais ou menos assim: "Exu, eu te saúdo e te ofereço este pequeno presente em agradecimento pela sua ajuda. Que Olórun aumente a sua luz. Obrigado!";
- após feita a oferenda, de três passos para trás, volte-se e saia normalmente. De preferência não passe no local por, pelo menos, três dias.
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
3) Oferenda de agradecimento,
pedido, neutralização![]()
Esta oferenda (ébó) pode ser feita para pedir algo, agradecer alguma graça obtida de Exú, ou para neutralizar a atuação de algum inimigo que esteja demandando contra você.
- material necessário:
| - 1 charuto | - 1 alguidar pequeno |
| - 1 caixa de fósforos | - 100 gr de pimenta malagueta |
| - 2 velas brancas grande | - 1 vidro pequeno de dendê |
| - 3 velas grandes (brancas, pretas ou pretas e vermelhas) | - 1 garrafa de cachaça |
| - 1 bife de carne de peito |
- modo de fazer
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas, e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas brancas, saudando o dono da encruzilhada (o Exú que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda a Exu ... (dizer o nome do Exu para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve o Exu a quem vai fazer a oferenda: "Salve Exu ... (diga o nome).
- acenda as 3 velas e firme-a no chão, formando um triângulo com a ponta para cima, saudando novamente o Exu.
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- coloque o alguidar entre as velas. Dentro dele coloque o bife. Derrame o dendê por cima do bife. Espalhe a pimenta pelo alguidar;
- acenda o charuto, dê três baforadas para cima, saudando Exú: ___"Salve Exú...(nome)...!" Coloque o charuto sobre a caixa de fósforos, com a brasa voltada para a frente, junto do alguidar;
- abra a garrafa de cachaça e derrame em semi círculo em torno da oferenda, pedindo a Exú que "assim como está aberto este círculo, sejam abertos todos os meus caminhos";
- AGRADECIMENTO
*- abra a garrafa de cachaça e derrame em semi círculo em torno da oferenda, pedindo a Exú que "assim como está aberto este círculo, sejam abertos todos os meus caminhos";
- diga mais ou menos assim; "Senhor Exú ... (nome)..., eu lhe ofereço este presente em agradecimento pela sua ajuda. Obrigado ! Que Olórun aumente a sua luz!".
- PEDIDO
- abra a garrafa de cachaça e derrame em semi círculo (círculo aberto) em torno da oferenda, pedindo a Exú que "assim como está aberto este círculo, sejam abertos todos os meus caminhos para...(dizer o que quer realizar)...";
- para terminar, diga mais ou menos assim: "Senhor Exú...(nome)..., ofereço-lhe este pequeno ébó, pedindo a sua ajuda para...(dizer o que deseja). Estou confiante na sua ajuda. Que Ogun lhe dê permissão para realizar este trabalho. Que Olórun aumente a sua luz!
- PARA NEUTRALIZAÇÃO DE UM INIMIGO
- ao abrir a cachaça, derrame-a formando um círculo fechado, dizendo mais ou menos assim: Exú, assim como este círculo está fechado, sejam fechados os caminhos de ...(nome da pessoa... ! Que suas ações e pensamentos visando me prejudicar em ...(dizer o motivo)..., sejam neutralizadas pela sua força, com a permissão de Ogun!
- para terminar, diga mais ou menos assim: "Senhor Exú...(nome)..., ofereço-lhe este pequeno ébó, pedindo a sua ajuda para...(dizer o que deseja). Estou confiante na sua ajuda. Que Ogun lhe dê permissão para realizar este trabalho. Que Olórun aumente a sua luz!
| PROXIMO |
Embora Pombagira possa realizar todos os trabalhos referentes aos Exus masculinos, pela sua própria apresentação como contraparte feminina de Exu, as oferendas e trabalhos dirigidos a ela terão como base elementos que expressem feminilidade: flores, bebidas suaves (champanhe, por exemplo), cigarros ou cigarrilhas, perfumes etc.
A ela se recorre para pedidos ligados ao relacionamento afetivo, problemas conjugais. Porém, na sua gama de possibilidades, Pombagira pode realizar trabalhos relacionados com saúde, filhos, trabalho, demandas, neutralização de obsessores e inimigos materiais. A situação é quem determinará o tipo de trabalho.
Seus trabalhos e oferendas deverão, preferencialmente, ser realizados em encruzilhadas de terra, em forma de T. Porém, nada impede que sejam realizados em outros locais. A necessidade ou a ocasião é quem irá determinar (além da própria Pombagira).
Como dissemos acima, as Pombagiras são entidades muito afáveis e muito procuradas para resolução de assuntos de cunho sentimental, de relacionamento afetivo. Por isso, as mulheres podem apelar para elas para resolver problemas relacionados a esses assuntos. Contudo, à semelhança dos Exus, elas também trabalham em prol de ajudar o ofertante em outros assuntos.
1) Oferenda de pedido ou agradecimento
- local: encruzilhada de terra, em forma de T;
- material necessário: 1 garrafa de champanhe, 1 maço de cigarros finos, 1 caixa de fósforos, 2 velas brancas grandes, 3 velas vermelhas, 7 rosas vermelhas (sem espinhos), 1 pedaço de pano vermelho (pode ser substituído por uma folha de papel de seda vermelho).
Obs: os cigarros poderão ser substituídos por uma ou mais cigarrilhas, dependendo da preferência da Pombagira a quem se destina o ebó. Caso não se saiba, é indistinto: qualquer deles poderá ser utilizado.
- modo de fazer:
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas, e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas, saudando o dono da encruzilhada (o Exu que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda à Pombagira... (dizer o nome da Pombagira para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve a Pombagira a quem vai fazer a oferenda: "Salve Pombagira ... (diga o nome).
- estenda o pano (ou o papel) no chão;
- acenda as 3 velas vermelhas e firme-as sobre o pano (use um pires ou uma tampinha de lata, para não queimar o pano), formando um triângulo (comece pela ponta superior, depois o lado direito e, por último, o lado esquerdo) saudando novamente a Pombagira;
- arrume as 7 rosas da seguinte maneira: em cada lado do triângulo coloque duas rosas. No centro coloque 1 rosa;
- abra o maço de cigarros e puxe alguns para fora (sem tirar). Retire um e acenda, tirando 3 baforadas, saudando a Pombagira: "Salve Pombagira ...(nome). Coloque o maço de cigarros no lado esquerdo do triângulo (por dentro). O cigarro aceso coloque sobre a caixa de fósforos, ao lado do maço;
- abra a garrafa de champanhe, saudando a Pombagira ao "estourar" a rolha. Derrame em volta do pano, formando um semicírculo, dizendo: "Pombagira, assim como está aberto este círculo, sejam abertos os meus caminhos para...(dizer o que deseja). Coloque a garrafa do lado direito do triângulo (por dentro);
- termine oferecendo o ebó à Pombagira, dizendo mais ou menos assim:
- PEDIDO: "Pombagira ...(nome), eu te ofereço este presente e te peço ...(dizer o pedido). Confio na tua força e aguardo a realização do meu pedido. Que assim seja, em nome de Ogun, com a permissão de Olórun"!
- AGRADECIMENTO: "Pombagira ...(nome), eu te ofereço este presente em agradecimento pela sua ajuda. Obrigado ! Que Olórun aumente a sua luz!".
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece à Pombagira, para reforçar o trabalho.
2) Outra oferenda para pedido ou agradecimento (Pbg-002)
- material necessário; - material necessário: 1 garrafa de champanhe, 1 maço de cigarros, 1 caixa de fósforos, 1 alguidar n.º 3, 1 kg de farinha de mandioca, 1 vidro pequeno de dendê, 100 gr de pimenta malagueta fresca, 1 cebola grande, 2 velas brancas grandes, 3 velas vermelhas grandes, 1 pedaço de pano vermelho (pode ser substituído por uma folha de papel de seda vermelho)
- modo de fazer:
- primeiramente prepare uma farofa misturando a farinha de mandioca com o dendê (não deve ficar muito úmida), colocando um pouco da pimenta. Depois de pronta, corte a cebola em 7 rodelas e arrume sobre a farofa, colocando o restante da pimenta por cima, regando com dendê.
- antes de sair para fazer esta oferenda, acenda uma vela branca para o seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção.
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda a outra vela, saudando o dono da encruzilhada (o Exu que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda à Pombagira ... (dizer o nome da Pombagira para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve a Pombagira a quem vai fazer a oferenda: "Salve Pombagira ... (diga o nome).
- estenda o pano (ou o papel) no chão;
- acenda as 3 velas vermelhas e firme-as sobre o pano (use um pires ou uma tampinha de lata, para não queimar o pano), formando um triângulo (comece pela ponta superior, depois o lado direito e, por último, o lado esquerdo) saudando novamente a Pombagira;
- coloque o alguidar com a farofa no centro do triângulo formado pelas velas;
- arrume as 7 rosas da seguinte maneira: em cada lado do triângulo coloque duas rosas. No centro, junto do alguidar, coloque 1 rosa;
- abra o maço de cigarros e puxe alguns para fora (sem tirar). Retire um e acenda, tirando 3 baforadas, saudando a Pombagira: "Salve Pombagira ...(nome. Coloque o maço de cigarros no lado esquerdo do triângulo (por dentro). O cigarro aceso coloque sobre a caixa de fósforos, ao lado do maço;
- abra a garrafa de champanhe, saudando a Pombagira ao "estourar" a rolha. Derrame em volta do pano, formando um semicírculo, dizendo: "Pombagira, assim como está aberto este círculo, sejam abertos os meus caminhos para...(dizer o que deseja). Coloque a garrafa do lado direito do triângulo (por dentro);
- termine oferecendo o ebó à Pombagira, dizendo mais ou menos assim:
- PEDIDO: "Pombagira ...(nome), eu te ofereço este presente e te peço ...(dizer o pedido). Confio na tua força e aguardo a realização do meu pedido. Que assim seja, em nome de Ogun, com a permissão de Olórun"!
- AGRADECIMENTO: "Pombagira ...(nome), eu te ofereço este presente em agradecimento pela sua ajuda. Obrigado ! Que Olórun aumente a sua luz!".
Obs: esta oferenda (ebó) também serve para "tratar" de Pombagira no Ilê Exu. Neste caso, substitua a vela branca comum por uma de 7 dias.
3) Ebó para pedido, agradecimento ou neutralização de inimigo(Pbg-003)
Esta oferenda (ebó) pode ser feita para pedir algo, agradecer alguma graça obtida de Pombagira, ou para neutralizar a atuação de algum inimigo que esteja demandando contra você.
- material necessário: 1 maço de cigarros , 1 caixa de fósforos, 2 velas brancas grande, 3 velas grandes (brancas, pretas ou pretas/vermelhas), 1 bife de carne de peito, 1 alguidar pequeno, 100 gr de pimenta malagueta, 1 vidro pequeno de dendê, 1 garrafa de champanhe.
- modo de fazer
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas (em local alto), faca uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar a encruzilhada, que deve ser, de preferência, afastada do movimento de carros e pessoas, e de terra, fique de frente para a encruzilhada, tomando por base a direção que você veio.
- No canto esquerdo acenda uma das velas brancas, saudando o dono da encruzilhada (o Exu que a controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- Diga mais ou menos assim: "Salve Exu ! Salve o dono desta encruzilhada ! Senhor Exu, eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda à Pombagira ... (dizer o nome da Pombagira para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Ogun !
- Em seguida dirija-se ao centro da encruzilhada e salve a Pombagira a quem vai fazer a oferenda: "Salve Pombagira ... (diga o nome).
- acenda as 3 velas e firme-a no chão, formando um triângulo com a ponta para cima, saudando novamente a Pombagira;
- coloque o alguidar entre as velas. Dentro dele coloque o bife. Derrame o dendê por cima do bife. Espalhe a pimenta pelo alguidar;
- PARA UM PEDIDO:
- abra a garrafa de champanhe e derrame em semi círculo em torno da oferenda, pedindo à Pombagira que "assim como está aberto este círculo, sejam abertos todos os meus caminhos para...(dizer o que quer realizar)...";
- para terminar, diga mais ou menos assim: "Pombagira... ..(nome)..., ofereço-lhe este pequeno ebó, pedindo a sua ajuda para...(repita o que deseja realizar). Estou confiante na sua ajuda. Que Ogun lhe dê permissão para realizar este trabalho. Que Olórun aumente a sua luz!
- PARA UM AGRADECIMENTO:
- abra a garrafa de champanhe e derrame em semi círculo em torno da oferenda, pedindo à Pombagira que "assim como está aberto este círculo, sejam abertos todos os meus caminhos";
- PARA NEUTRALIZAÇÃO DE UM INIMIGO:
- ao abrir a cachaça, derrame-a formando um círculo fechado, dizendo mais ou menos assim: Pombagira, assim como este círculo está fechado, sejam fechados os caminhos de ...(nome da pessoa... ! Que suas ações e pensamentos visando me prejudicar em ...(dizer o motivo)..., sejam neutralizadas pela sua força, com a permissão de Ogun!
- para terminar, diga mais ou menos assim: "Pombagira ...(nome)..., ofereço-lhe este pequeno ebó, pedindo a sua ajuda para...(dizer o que deseja). Estou confiante na sua ajuda. Que Ogun lhe dê permissão para realizar este trabalho. Que Olórun aumente a sua luz!
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece à Pombagira...(nome), para reforçar o trabalho.
Além de servirem para homenagear o Orixá Ogun, estas oferendas podem ser feitas para solicitar ou agradecer ajuda, principalmente em casos relacionados a demandas materiais e espirituais, afastar obsessores, desmanchar trabalhos de magia.
a. Local
- O local ideal é a praia. Contudo, na impossibilidade, pode ser feita numa cachoeira, numa mata ou num campo.
b. Material necessário
- 02 velas brancas grandes, 01 vela vermelha grande, 01 garrafa de cerveja branca, 01 metro de fita vermelha, 01 metro de fita branca e 01 metro de fita verde
c. modo de fazer
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que ira realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar ao local escolhido para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas em homenagem ao guardião do local, pedindo a sua permissão para utilizar seus domínios:
- se for feita numa praia, faça-a na areia, mas não na beira d'água, onde as ondas carregarão a oferenda.
- se for feita em outro lugar, escolha um canto bem discreto e reservado.
- acenda a vela vermelha e firme-a no chão, invocando Ogun Beira-Mar: "Salve Ogun Beira-Mar ! Ogun Ye !"
- abra a garrafa de cerveja e derrame um pouco do liquido formando uma cruz junto a vela. Deposite a garrafa no encontro dos braços da cruz.
- Junte as três fitas e amarre-as no gargalo da garrafa. Faça nova invocação a Ogun Beira-Mar, pedindo ou agradecendo a sua ajuda. (Use suas próprias palavras)
- terminado o trabalho, dê três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
Observação: este mesmo trabalho pode ser feito para os seguintes Oguns:
- Rompe-Mato: numa mata
- Yara: a beira de um rio ou cachoeira
- Meje: na porta de um cemitério (do lado de fora)
Troque apenas os nomes.
a. local
- Pode ser feita nos locais dedicados aos Oguns relacionados acima. Caso seja para qualquer outro Ogun, se não souber o seu local de oferendas, faça-a numa praia, numa mata, numa cachoeira ou numa campina.
b. Material necessário
- 02 velas brancas grandes, 01 vela vermelha grande, 01 garrafa de cerveja branca, 01 charuto de boa qualidade, 01 caixa de fósforos
c. modo de fazer
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faca uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que ira realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar ao local escolhido para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas em homenagem ao guardião do local, pedindo a sua permissão para utilizar seus domínios:
- escolha um local bem calmo e reservado.
- abra a garrafa de cerveja e derrame o liquido formando um circulo com uma cruz dentro. Coloque a garrafa no quadrante superior esquerdo (veja desenho)

- acenda a vela e firme-a no cruzamento dos braços da cruz, saudando Ogun: "Salve Ogun [nome] ! Ogun Ye !
- acenda o charuto e dê sete baforadas, fazendo seus pedidos (ou agradecendo a graça alcançada). Depois, coloque o charuto dentro do circulo, sobre a caixa de fósforos entreaberta, no quadrante inferior direito (veja o desenho acima).
- após isso, saúde novamente a Ogun: "Ogun Ye ! Salve Ogun [nome] ! Salve meu Pai Ogun !"
- terminado o trabalho, de três passos para traz, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
a. local
- Pode ser feita nos locais dedicados aos Oguns relacionados acima. Caso seja para qualquer outro Ogun, se não souber o seu local de oferendas, faça-a numa praia, numa mata, numa cachoeira ou numa campina.
b. Material necessário
- 02 velas brancas grandes, 01 vela vermelha grande, 01 garrafa de cerveja branca, 01 copo de vidro, 01 charuto de boa qualidade, 01 caixa de fósforos, 07 cravos vermelhos, 01 folha de papel branca, 01 folha de papel vermelha
c. modo de fazer
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faca uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que ira realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- ao chegar ao local escolhido para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas em homenagem ao guardião do local, pedindo a sua permissão para utilizar seus domínios:
- escolha um local bem calmo e reservado. Estenda a folha de papel branco no solo. Por cima dela a folha vermelha, com as pontas defasadas (ver desenho).
- acenda a vela e firme-a sobre a toalha. Use um pires ou uma tampa de lata, a fim de não queimar a toalha.
- abra a garrafa de cerveja e encha o copo. Coloque o copo e a garrafa sobre a toalha.
- acenda o charuto e de sete baforadas, fazendo seus pedidos (ou agradecendo a graça alcançada). Depois, coloque o charuto dentro do circulo, sobre a caixa de fósforos entreaberta, no quadrante inferior direito (veja o desenho acima).
- arrume os cravos vermelhos em torno da oferenda (sobre a toalha de papel).
- após isso, saúde novamente a Ogun: "Ogun Ye ! Salve Ogun [nome] ! Salve meu Pai Ogun !"
- terminado o trabalho, de três passos para traz, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- LOCAL: numa mata ou campo
- MATERIAL NECESSÁRIO: 1 cerveja branca, 1 charuto, 1 caixa de fósforos, 3 velas brancas grandes;
- MODO DE FAZER
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local.
- alguns passos distante do local escolhido, acenda uma das velas, saudando o dono do local (a entidade que o controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios.
- diga mais ou menos assim: "Salve o dono deste local! Eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para fazer esta oferenda a Ogun... (dizer o nome do Ogun para quem vai fazer a oferenda). Que assim seja, em nome de Olórun !"
- em seguida dirija-se ao local, toque o chão e salve o Ogun a quem vai fazer a oferenda: "Salve Ogun ... (diga o nome);
- acenda a vela e "firme-a" no chão, salvando o Ogun a quem se destina a oferenda: "Salve Ogun...(nome)!"
- acenda o charuto, tirando três baforadas, salvando novamente o Ogun. Coloque-o no chão, sobre a caixa de fósforos, do lado direito da vela;
- abra a garrafa de cerveja, novamente salvando o Ogun. Derrame a cerveja em volta da vela e do charuto, fazendo um semi círculo, dizendo: "Salve Ogun! Meu Senhor Ogun...(nome), assim como está aberto este círculo, peço que o senhor abra os meus caminhos para...(dizer o que deseja). Estou confiante na sua ajuda. Que assim seja, em nome de Olórun!"
- coloque a garrafa ao lado esquerdo da vela;
- PEDIDO: "Ogun ...(nome), eu te ofereço este presente e te peço ...(dizer o pedido). Confio na tua força e aguardo a realização do meu pedido. Que assim seja, em nome de Oxalá, com a permissão de Olórun"!
- AGRADECIMENTO: "Ogun...(nome), eu te ofereço este presente em agradecimento pela sua ajuda. Obrigado ! Que Olórun aumente a sua luz!".
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
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Em geral, somente nos Candomblés se costuma fazer oferendas para Oxóssi, com arriadas de comidas características. Na Umbanda, geralmente as oferendas para Oxóssi são desviadas para os Caboclos, visto serem estes considerados os seus falangeiros.
Vamos dar a seguir algumas oferendas para Oxóssi que, caso seja do agrado do filho-de-fé, podem também ser feitas para os Caboclos.
O dia indicado para as obrigações de Oxóssi é a quinta-feira. O local mais propício é a mata, embora possamos fazer essas oferendas numa cachoeira, numa praia ou num campo. O horário mais indicado são as horas cheias do dia, visto ser um pouco assustador entrar numa mata à noite, não estando todos os filhos-de-fé preparados ou firmes para tal.
| 1) Ébó para Oxósi | 3) Ébó para pedido de aláfiá |
| 2) Outro ébó para Oxósi |
- LOCAL: na mata
- DIA: numa quinta-feira. Caso não possa, faça a oferenda em qualquer dia da semana.
- DIA: quinta-feira é o dia propício. Porém, pode-se fazer este ébó em qualquer dia da semana, conforme a necessidade
- HORÁRIO: nas horas diurnas
- MATERIAL NECESSÁRIO: 1 kg de milho comum, 1 côco, folhas de saião, 1 espiga de milho verde com palha, 500 gr de amendoim, 1 charuto, 1 caixa de fósforos, 2 velas brancas grandes, uma vela verde grande, 1 m de pano verde (ou uma folha de papel de seda verde), 1 alguidar nº 3, 1 garrafa de vinho moscatel ou branco doce, 1 copo de vidro liso e virgem.
- MODO DE FAZER- preparo do milho: Escolha bem o milho, tirando todas as impurezas e os caroços estragados. Cozinhe bem o milho, até ficar bem macio. Coloque as folhas de saião na borda do alguidar (como se fosse uma coroa). Encha o alguidar com o milho cozido;
- preparo do côco: abra o côco, retire pedaços e corte-os em fatias compridas. Espalhe essas fatias por sobre o milho cozido;
- preparo do amendoim: escolha o amendoim, retirando os estragados. Cozinhe o amendoim. Reserve;
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar;
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora;
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local;
- alguns passos distante do local escolhido, acenda uma das velas, saudando o dono do local (a entidade que o controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios;
- diga mais ou menos assim: "Salve o dono deste local! Eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão para usar seus domínios para fazer esta oferenda ao Orixá Oxóssi. Que assim seja, em nome de Olórun !";
- em seguida dirija-se ao local, toque o chão com a mão direita e salve Oxóssi: "Salve Oxóssi ! Salve o Orixá das Matas!";
- estenda a "toalha" no chão;
- acenda a vela verde e "firme-a" sobre a "toalha" (use pires ou tampinha de lata, para não queimar a "toalha"), na parte superior central, saudando Oxóssi;
- acenda o charuto, solte três baforadas saudando Oxóssi e coloque-o sobre a caixa de fósforos, no lado inferior direito da "toalha";
- abra a garrafa de vinho, encha o copo e coloque tudo no lado inferior esquerdo da "toalha";
- coloque o alguidar no centro da "toalha", dentro do triângulo formado pela vela, pelo charuto e pelo vinho;
- abra e desfie a palha da espiga, deixando-a à mostra, retirando o cabelo, mas deixando a palha presa. Enfie a espiga no centro da moranga, formando como que uma flor;
- regue toda a moraga com o mel, oferecendo o ébó a Oxóssi, pedindo tudo que desejar. Diga mais ou menos assim: "Salve Oxóssi! Meu Senhor Oxóssi, eu lhe ofereço esta pequena oferenda, pedindo sua proteção contra todos os perigos, sejam eles materiais ou espirituais. Confio na sua proteção. Que Olórun aumente sua luz e sua força!";
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora;
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus;
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece a Oxóssi, para reforçar o trabalho.
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- LOCAL: na mata
- DIA: numa quinta-feira. Caso não possa, faça a oferenda em qualquer dia da semana.
- MATERIAL NECESSÁRIO: 1 garrafa de vinho moscatel ou branco doce, 1 copo de vidro liso e virgem, 1 charuto, 1 caixa de fósforos, 2 velas brancas grandes, 1 vela verde grande, 7 flores (qualquer cor), 1 m de fita verde.
- MODO DE FAZER
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas brancas (em local alto), faça uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local.
- alguns passos distante do local escolhido, acenda a outra vela branca saudando o dono do local (a entidade que o controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios;
- diga mais ou menos assim: "Salve o dono deste local! Eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão utilizar os seus domínios para fazer esta oferenda ao Orixá Oxóssi. Que assim seja, em nome de Olórun !"
- em seguida dirija-se ao local, toque o chão e salve Oxóssi: "Salve Oxóssi! Salve o Senhor das Matas!";
- junte folhas do local (que não sejam de espinhos) e forre o chão onde vai arriar a oferenda. Esta será a "toalha";
- acenda a vela verde e firme-a no chão, saudando Oxóssi novamente;
- junte as flores e amarre-os com a fita, formando um buquê. Coloque o buquê no chão, logo abaixo da vela;
- acenda o charuto tirando três baforadas, salvando Oxóssi. Coloque o charuto em cima da caixa de fósforos, ao lado direito do buquê, com a brasa para a frente;
- abra a garrafa de vinho, encha o copo e coloque tudo do lado esquerdo do buquê;
- Ofereça o ébó a Oxóssi dizendo: "Senhor Oxóssi, eu lhe ofereço este pequeno presente pedindo que sejam abertos os meus caminhos para...(dizer o que deseja realizar). Que eu tenha paz, tranquilidade, felicidade, amor, harmonia, saúde, riqueza e prosperidade. Que assim seja, pela sua força, com a permissão de Olórun!";
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece a Ogun, para reforçar o trabalho.
- LOCAL: numa mata, cachoeira ou praia (junto de vegetação)
- DIA: numa quinta-feira. Caso não possa, faça a oferenda em qualquer dia da semana.
- HORA: durante o dia, numa hora cheia. Para quem já tem condições de fazer oferendas numa mata à noite, este período também pode ser usado;
- MATERIAL NECESSÁRIO: 1 garrafa de vinho moscatel ou branco doce, 1 caixa de fósforos, 2 velas brancas grandes, 3 velas verdes grandes, 7 flores de qualquer tipo, brancas;
- MODO DE FAZER
- antes de sair de casa para fazer o trabalho, acenda uma das velas (em local alto), faca uma prece e ofereça ao seu guardião espiritual, pedindo-lhe proteção no trabalho que irá realizar
- ao sair, coloque uma vasilha com água (uma lata, uma leiteira etc) junto a porta de saída, do lado de fora
- escolhido o local para arriar a oferenda, o qual deve sempre ser calmo e reservado, limpe o chão, removendo folhas secas e gravetos a fim de evitar incêndio no local.
- alguns passos distante do local escolhido, acenda a outra vela branca saudando o dono do local (a entidade que o controla) e pedindo sua permissão para fazer a oferenda nos seus domínios;
- diga mais ou menos assim: "Salve o dono deste local! Eu lhe ofereço esta vela e peço sua permissão utilizar os seus domínios para fazer esta oferenda ao Orixá Oxóssi. Que assim seja, em nome de Olórun !"
- em seguida dirija-se ao local, toque o chão e salve Oxóssi: "Salve Oxóssi! Salve o Senhor das Matas!";
- junte folhas do local (que não sejam de espinhos) e forre o chão onde vai arriar a oferenda. Esta será a "toalha";
- acenda as três velas verdes em forma de triângulo, começando pela ponta superior (em cima), depois a ponta direita e, por fim, a ponta esquerda. Cada vez que acender uma vela, salve Oxóssi;
- arrume as flores sobre a "toalha" da seguinte forma: 2 de cada lado do triângulo de velas, e uma no centro, com o botão para cima;
- abra a garrafa de vinho e derrame-o em torno do ébó formando um semi círculo, dizendo: Senhor Oxóssi, assim como está aberto este círculo, sejam abertos os meus caminhos para...(dizer o que deseja). Coloque a garrafa do lado esquerdo do triângulo de velas, por dentro;
- ofereça o ébó a Oxóssi: "Senhor Oxóssi eu te ofereço este presente e te peço ...(dizer o pedido). Confio na tua força e aguardo a realização do meu pedido. Que assim seja, em nome de Oxalá, com a permissão de Olórun"!
- terminado o trabalho, de três passos para trás, começando com o seu pé direito, vire-se e vá embora
- ao chegar em casa, pegue a vasilha com água, vire-se de frente para a rua, derrame um pouco de água na mão direita, um pouco de água na mão esquerda e, virando-se de costas para a rua, jogue a água restante por sobre o seu ombro esquerdo dizendo: seja descarregado agora qualquer resquício de energia negativa. Que assim seja em nome de Deus.
- durante os sete (7) primeiros dias, reserve alguns momentos para fazer uma invocação e prece a Oxóssi, para reforçar o trabalho.
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Eu me chamo Carlos Ologunsi, tenho 54 anos e sou Omórixá (filho-de-Santo) de Otavio Kajuele, da Nação Nago, com origem no Recife, do Terreiro de Neri de Xango, que tinha candomblé em São Mateus-RJ, no "Buraco Quente".
Fui feito no "Santo" em 1975. Sou "filho" de Ogun Ojuokun e "carrego" Oxun Iyagba Omin.
Resido em Brasília-DF. Atualmente sou aposentado e me dedico às pesquisas e prática das coisas da Religião dos Orixás.
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